Próximo do fim

Falta praticamente um mês para 2016 acabar e eu ainda não sei o que vou agradecer ou pedir pra esquecer de vez à meia-noite no dia 31.
Se eu pudesse voltar no tempo e mudar algo, mudaria algumas coisas. Mas aí eu penso: se alguma coisa fosse mudada, seria para melhor ou pior? Esse foi o ano em que eu vivi as piores crises emocionais e psicológicas, onde descobri que algumas pessoas entram na sua vida por interesse. Descobri também, que cada vez que eu abri meu coração, ele acabava apunhalado.
Não consigo dizer que foi o pior ano da minha vida, já tive piores, mas ele foi bem ruim. Foi um ano que chorei demais, senti demais ou não senti nada. Que odiei, perdoei, gostei profundamente e quase amei.
Foi um daqueles anos onde eu pensei que finalmente minha vida teria uma mudança significativa, que algo realmente bom aconteceria. Mas não aconteceu. Talvez a palavra deste ano seja “Lição”, porque eu realmente aprendi muita coisa.
Foi um ano mais de perdas que ganhos. Foi um daqueles anos em que eu jurei que não conseguiria seguir em frente – e ainda está difícil acreditar nisso.
Eu parei e pensei em cada coisa que me aconteceu este ano e a lista é maior pro lado negativo que positivo, infelizmente. Uma das coisas que me afetou foi ter que conviver com o fato de que este ano, seria meu primeiro aniversário sem minha tia, sem férias na sua casa da praia, sem conversas malucas na beira do mar ou planos de me levar em todos os brinquedos do Beto Carrero, sabendo que eu morro de medo de altura. Saber que minha tia nunca mais estará lá, para me abraçar, me dar seu colo ou simplesmente comer camarão em plena madrugada comigo, foi devastador. E foi assim que comecei o ano: em luto e tenho a impressão de que terminarei assim.
Esse ano foi o qual eu quase amei. Que eu quase olhei nos olhos, no profundo dos olhos de alguém e disse – a frase que não é tão comum no meu vocabulário – “Eu te amo”. Tudo parecia bem, fantasticamente bem. Nós nos tornamos quase inseparáveis, sendo separados. Bastou apenas uma única viagem e tudo mudou. Os sentimentos se foram, as conversas, a preocupação e no lugar de tudo isso, surgiu um ódio gigantesco. Eu não sabia que poderia odiar tanto alguém como odiei este ano.
Mas além de odiar, esse ano me trouxe alguém importante. Alguém onde no abraço, eu encontrei paz. Com quem aprendi que eu poderia me tornar uma pessoa melhor, de que eu poderia perdoar e deixar de sentir tanta raiva e ódio. E eu realmente consegui.
Mas claro, que como tudo na minha vida parece ser assim, não durou muito. Eu fui magoada novamente. Eu magoei. Senti raiva, por cerca de minutos e então nada. Eu não conseguia sentir nada, somente dor. A dor da partida, do silêncio, da quebra de tudo o que eu tinha. Eu perdi a minha felicidade num piscar de olhos e isso ainda me assombra.
Eu queria apenas desaparecer, recomeçar em outro lugar, onde ninguém saiba minha história ou meu nome. Mas a vida não é tão fácil assim. Então, para finalizar, eu acredito que gostaria de esquecer este ano inteiro. Seria possível tomar uma pílula e esquecer tudo, até mesmo quem eu sou?

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