Quem sou eu?

E se existisse a possibilidade de voltar para mudar os nossos maiores arrependimentos?
Eu sempre penso sobre isso e muitas vezes, como até já conversei com amigos e psicólogo, eu não mudaria nada. Nem mesmo um por cento de qualquer arrependimento. E quer saber o por quê? É bem simples: a pessoa que me tornei hoje. Quem eu sou hoje em dia, é baseado nas decisões que tomei no passado. Nas dores que senti, nas perdas que obtive, nas noites que passei em claro chorando e nos dias de euforia.
Cada segundo, milésimo de segundo das decisões, me moldaram a quem sou hoje. Se eu tenho arrependimentos? Eu poderia fazer uma lista de mais de quinze itens com facilidade extrema, mas esse não é o ponto. O ponto que quero chegar aqui é, se eu voltasse e mudasse algo, eu seria esta mesma pessoa? Eu conheceria quem eu conheço hoje? Eu amaria as mesmas pessoas? Teria os mesmo amigos?
É complexo e pesado demais isso. Não que exista algo como destino e estamos fadados a isso, nem pensar! É sobre nós mesmo e algumas pessoas que, independente de qualquer coisa, estarão em nossa vida para sempre. Voltar e modificar tudo no meu caso, seria fazer uma grande bagunça. Seria me moldar novamente, ser o que não sou. Deixar de ter perdas, talvez ter outros ganhos e futuramente, algo trágico aconteceria.
Eu posso dizer, como experiencia própria que, tive muito sofrimento e perda num prazo tão curto de vida, mas mesmo assim eu tive coisas boas. Um grande amadurecimento, grandes amigos, grandes paixões e amores.
Eu tive momentos fantásticos e momentos trágicos. Eu senti cada perda como única e cada ganho como a última coisa da minha vida. Eu vivi intensamente alguns momentos e me perdi em outros.
Me perdi em mim mesma, nos outros, na minha vida. Eu perdi o controle de tudo algumas vezes, eu tentei desistir, me rendi.
De todas essas atitudes e decisões, eu não me arrependo de nenhuma, porque afinal, eu sou quem sou. Sou uma garota, mulher, alguém apaixonada, alguém com raiva, com ódio e com esperança. Um ser humano que sente profundamente e muitas vezes coloca a mão na cabeça e pensa “Que merda estou fazendo?”, mas que ao mesmo tempo esquece isso.
Eu sou aquela moldada por decisões, extremas ou bestas. Mas uma das coisas mais importantes é que sou quem eu quero ser e não porque preciso ser. Eu não mudaria absolutamente nada, mesmo se pudesse voltar.
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