500 dias ou menos

Como podemos descrever o amor? Dentre as 30 definições do dicionário Aurélio, estas me chamaram a atenção “Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar; Coisa que é objeto desse entusiasmo ou interesse; Sentimento intenso de atração entre duas pessoas”. Bem, tecnicamente amor também é aquilo que nos dá entusiasmo? Isso é bem curioso e de certa forma, engraçado. Digo isso porquê, eu sempre disse eu te amo a meus amigos ou a minha gatinha, mas nunca disse eu te amo a alguém. Pesado? Sim, bastante, mas é minha realidade. Após assistir ao filme “500 days of Summer”, eu percebi que grande parte da minha vida eu fui a personagem Summer, mas por algo que a vida resolveu me dar de presente, este ano fui Tom Hansen.
Este ano eu fui a pessoa do outro lado. Fui a pessoa que sentiu, que se magoou, quem chorou, quem desacreditou no amor. Esse ano foi a maior reviravolta sentimental da minha vida. Eu deixei de ser a pessoa fria que eu costumava ser, para receber as pancadas emocionais da vida. Talvez não a decisão mais inteligente que eu fiz na vida, mas foi uma lição. Neste ano eu me apaixonei e amei pela primeira vez. Ambos sentimentos abriram uma cratera no meu peito, do tamanho da galáxia, e eu não faço ideia quando ela vai cicatrizar. Mas além de toda dor que estes sentimentos trouxeram, eles também me proporcionaram entendimento – depois de um curto período de ódio.
O que aprendi foi: não estamos destinados a nada. Temos um propósito de vida – o qual ainda não descobri – mas não destinados a viver de uma forma ou outra para sempre. Destino é um conto de fadas para adultos, ou melhor, para adultos preguiçosos que não se esforçam para que sua vida aconteça de verdade. Pessoas vem e vão, algumas ficam, outras nem se acomodam em sua vida, mas algo é certeza: todas partem um dia. E quando estas pessoas saem da sua vida, de certa forma levam um pouco ou muito de você. Mas com o tempo você aprende a sentir menos cada partida. Não porque você não sente nada por esta pessoas, mas sim porquê precisou aprender a lidar com a dor.

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