Sentir na pele

Sempre me considerei alguém que não era feita para relacionamentos. Alguém que tinha dificuldade em se abrir com as pessoas. Isso sempre me levou a ser uma pessoa um tanto solitária, mas que era feliz com sua solidão. Por mais que muitas vezes eu não deixe transparecer, sou uma pessoa romântica e que lá no fundo, sonha com uma futura família. Mas isso, não são todos que sabem. E quem, de verdade mesmo, me conhece sabe que eu também tenho medo disso. Às vezes esse meu medo é maior do que os sonhos e isso sempre me barrou em muitos pontos, além claro, de prejudicar muitos relacionamentos. Quando as pessoas me vêem de longe, tendem a me ver como alguém auto confiante e super segura de si. Bem, em alguns pontos eu sou realmente confiante, mas a insegurança maior sempre morou ao lado do sonho de formar uma família. Talvez isso se dê ao fato de eu, até então, nunca ter entendido de fato o que é amar e ser amada.

Eu sei, você vai pensar e talvez dizer que é clichê, mas não é isso. Em vinte e quatro anos de existência eu ainda não havia conhecido o amor. Posso ter pensado que amei antes, mas era uma grande e bela ilusão. Foi no máximo uma paixão. Quando finalmente entendi o que é dividir a sua vida com alguém, eu entendi muito mais de mim mesma do que eu poderia imaginar. Claro que também me abriu a mente para muitas coisas que eu tinha dúvida ou uma visão negativa sobre. A primeira coisa que mudou em mim foi meu jeito de se ver, ou seja, estou trabalhando na minha insegurança. A segunda coisa, que ainda está em processo de mudança, é minha expressão de sentimentos. Como assim?! Eu nunca fui o tipo de pessoa de dizer o que está sentindo. Sou mais do tipo que sofre calada. Isso me afetou durante muito tempo de uma maneira absurda, mas que aos poucos eu venho aprendendo a dividir o peso. Com as pessoas certas, obviamente. Talvez a lição mais importante seja escolher a pessoa para compartilhar seus pensamentos. Mas voltando ao ponto de expressão, eu nunca tinha dito a frase “Eu te amo” a alguém antes. E se por acaso eu disse, o que não me recordo, não foi verdadeira. Porque quando realmente se ama, você sente esse amor com todo seu corpo e não apenas da boca para fora. Outro ponto que também está sendo tratado é meu planejamento. Sempre fui considerada alguém impulsiva, o mais puro ID de Freud. Mas atualmente eu tenho feito planos, montado projetos e traçado rotas na minha vida, para que no futuro eu tenha mais estabilidade. Não apenas uma estabilidade física ou financeira, mas principalmente psicológica. E isso tem realmente me ajudado.

Mas apesar de tantas mudanças, a maioria positiva, há muitos pontos que ainda preciso mudar. Mas a cada mudança, a cada passo eu me sinto uma pessoa melhor, diferente, evoluída. E eu digo isso não apenas por ter descoberto o que é o amor e nem por senti-lo, mas digo isso por entender, sentir, ver e comprovar o que sempre ouvi: que o amor nos transforma.

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