“Morrer de amores”

Chegar de mansinho, dizer palavras doces, segundas intenções, indiretas, falsos sentimentos. Quantos de nós já sofremos por tudo isso? Acredito que muitos. Algumas pessoas tem este dom – diga-se de passagem, maldito – de nos envolver, mesmo com a intenção de nos deixar. É como eu disse, nas pequenas coisas, essas pessoas nos envolvem, despertam sentimentos em nós e de repente, tudo acabou. O término costuma ser tão rápido quanto o início. Porém o término é doloroso e machuca ainda mais a cada lembrança, porque não conseguimos entender o fim.

Devido a inúmeras situações assim, nos fechamos para toda e qualquer pessoa que ouse se aproximar. Sentimos um medo absurdo de se abrir e receber novamente as pancadas. Nos fechamos, horrorizados e assustados, como animais encurralados. Afastamos muitas vezes, uma pessoa que possa ser nossa cura do medo. Deixamos o medo dominar e o isolamento e solidão se tornam companhias estáveis.

Escrevo sobre pessoas covardes, que abusam da carência alheia. Pessoas sem escrúpulos, incapazes de empatia, egocêntricos. Sim, ego, eis nossa palavra. Ter alguém “morrendo de amores” por você, faz o ego desta pessoa se inflar, saber que tem alguém a desejando intensamente a faz pensar que a tem sob controle. E de certo modo, este realmente tem.

Eu nunca compreendi este tipo de ação, esse desejo insano de causar amor nos corações alheios e não corresponder. Admito, sem intenção alguma, já causei este tipo de dor a alguém. Me considero alguém simpática e tagarela – extremamente tagarela – e, quando soube a dor que causei, aquilo me quebrou por dentro. Porque sempre tive o pensamento de “Não faça aos outros o que não quer para si”. Desde então, sempre tento deixar claro toda e qualquer intenção que saia de mim.

Colocar as cartas na mesa, sinceridade, sem jogos emocionais, se as pessoas agissem mais desta maneira, talvez relacionamentos seriam mais descomplicados.

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